***
No quintal da minha casa
Vestido de prata na noite de luar,
As sombras das mangueiras
Eram rendas
Espalhadas
Pelo chão
E as horas do serão
Corriam apressadas
As moças a namorar
As crianças a brincar
Rindo
Cantando
Chorando
Dum trambolhão:
As velhas, quase em surdina,
Contavam história do mato
Do tempo da escravatura:
─ Um branco, um coelho e um gato,
Outros bichos à mistura,
Bichos sabidos que falavam...
Depois, quando a Lua descia
Para se esconder no sombreiro,
Todos, todos se juntavam
Em redor da minha Avó.
Havia quifufutila,
Havia pé de moleque...
E a lua desaparecia
No Casseque...
***
Aires de Almeida Santos
No quintal da minha casa
Vestido de prata na noite de luar,
As sombras das mangueiras
Eram rendas
Espalhadas
Pelo chão
E as horas do serão
Corriam apressadas
As moças a namorar
As crianças a brincar
Rindo
Cantando
Chorando
Dum trambolhão:
As velhas, quase em surdina,
Contavam história do mato
Do tempo da escravatura:
─ Um branco, um coelho e um gato,
Outros bichos à mistura,
Bichos sabidos que falavam...
Depois, quando a Lua descia
Para se esconder no sombreiro,
Todos, todos se juntavam
Em redor da minha Avó.
Havia quifufutila,
Havia pé de moleque...
E a lua desaparecia
No Casseque...
***
Aires de Almeida Santos
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